"(.) Ao falar mais especificamente do caráter literário da sua poesia Joao Batista do Lago revela que se considera um poeta "surracionalista" (palavra cunhada pelo filósofo francês Gaston Bachelard, para conceituar a poesia inferida ou abstraída de um campo filosófico), isto porque, diz ele: "como nos ensina Bachelard, é necessário estar presente, presente à imagem no minuto da imagem: se há uma filosofia da poesia ela deve nascer e renascer por acasião de um verso dominante, na adesão total de uma imagem isolada, muito precisamente no próprio êxtase da novidade da imagem". E enfantiza o autor maranhense:
"É assim a minha poética: gênese da imagem e do instinto do instante, ou seja, a minha poesia é o resultado da hora presente em toda a sua experiência, experimentação e experienciação do objeto imaginado no instante em que é, por natureza, imaginado".
El "Materialismo Dialéctico" implícito en la poética de João Batista do Lago
"(.) Refiriéndose de modo más específico al carácter literario de su poesía, João Batista do Lago afirma que se considera un poeta surracionalista (término acuñado por el filósofo francés Gaston Bachelard para denominar la poesía que se infiere o abstrae de un campo filosófico), puesto que, explica: "como nos enseña Bachelard, es necesario estar presente, presente en la imagen, en el minuto de la imagen: si hay una filosofía de la poesía, ésta debe nacer o renacer alrededor de un verso dominante, en la adhesión total de una imagen aislada, o más precisamente, en el propio éxtasis de la novedad de la imagen". Y enfatiza el poeta de Maranhão: "Y ésa es mi poética, génesis de la imagen y del instinto del instante, es decir, mi poesía es el resultado del momento presente en toda su experiencia, experimentación y proceso experiencial del objeto imaginado en el instante en que es, por naturaleza, imaginado."